quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA ALFABETIZAÇÃO: LEITURA E ESCRITA

      O aprendizado da leitura e escrita requer funções cognitivas complexas, para tanto, é preciso desenvolver as vias visual/ auditiva e principalmente a memória.
         É importante observar se no decorrer deste processo de aprendizado da leitura e escrita a criança esteja desenvolvendo também  a sua COMPREENSÃO para aquilo que está lendo.


           Abaixo coloquei alguns exemplos de atividades (Fontes citadas no final do texto) que podemos elaborar com baixo custo, geralmente utilizando materiais recicláveis para ajudar na estimulação do aprendizado da leitura e escrita das crianças em início ou em processo de alfabetização.


1. Colocar palitos de sorvete sobre as letras escritas em uma folha de sulfite.

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2 . Utilizando sulfite, alfinete com pontas coloridas e cortiça. A criança irá colocar os alfinetes sobre a letra escrita no papel sulfite. Sugere-se que embaixo seja usado cortiça para furar melhor o papel. 

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3. Utilizando sal de cozinha, tampa de caixa de sapato ou recipiente de vidro raso, a criança pode iniciar escrevendo as vogais com a utilização do dedo indicador ou com o lápis de escrever (conforme a foto). Depois das vogais, peça para ele escrever as demais letras do alfabeto.

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4. Com apenas uma caneta "marca texto" escrever uma letra  para que criança passe por cima dela com um lápis de escrever.

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5. Escreva com giz algumas letras no chão. Você pode elaborar várias brincadeiras.

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6. Montando o alfabeto: usando  tecido ou feltro e EVA para formar as letras.

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7. Montando o alfabeto: usando cortiça, alfinetes com ponta colorida e EVA para formar as letras.

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8. Essa atividade pode ser adaptada: ao invés dos desenhos, podemos usar as letras e colocar os brinquedos em cima da letra correspondente a sua inicial.


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9. Porta  letras: opção colocar dentro de um porta objetos com repartições ou gavetinhas, dentro de mini tapweres ou de copinho plástico.


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10. Usando caixas de sapatos, você pode usá-las, escrevendo uma letra no fundo de cada caixa (conforme a figura) para montar o alfabeto, depois selecionamos alguns objetos, em seguida solicitamos para a criança colocá-las na caixa de acordo com a inicial da letra do objeto.

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11. A mesma atividade acima pode ser feita com a utilização de potes de vidro com tampa, escrevendo as letras pelo lado de fora com caneta (marcador para retro projetor) bem grande e selecionar alguns objetos para a criança colocar dentro de cada pote correspondente a inicial do objeto com a letra correspondente.

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12. Em uma folha você pode fazer a atividade (conforme figura) e passar o papel contact. A criança irá preencher o quadrado com canetinha com a sílaba correspondente. Para apagar depois é só utilizar álcool e um chumaço de algodão.


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13. Com papel contact e cartolina fazer um mural com o alfabeto e as famílias silábicas. Você pode escrever  as letras no computador e imprimir ou escrevê-las utilizando uma canetinha.                                   
                                
   
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14. Neste exemplo você pode utilizar também o recurso com figuras para formação de palavras (começando com duas ou três sílabas simples).
                               

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15. Utilizando cartolina colorida, sulfite e papel contact. Você pode montar ou com sílabas ou letras isoladas.
                                      
                                   





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16. Usando tampinhas de garrafa Peti e cartolina colorida, você consegue montar uma atividade colocando as sílabas e vogais no fundo da tampinha e figuras na cartolina para que a criança consiga formar palavras que possuam sílabas simples (dissílabos e trissílabos).
           

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17. A mesma atividade acima pode ser confeccionada com letras isoladas escritas no EVA cortados em quadrados iguais.

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18. Usando cartolina, canetinha, rolo de papel higiênico ou de papel toalha, você consegue montar essa atividade. Primeiro corte a cartolina em tiras de igual tamanho, com as letras uma embaixo da outra e prenda no rolo com durex para que ela possa girar e formar  palavras de acordo com as figuras que você escolheu. A criança vai girar as letras até conseguir formar a palavra correspondente a figura indicada.

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19. Imprima algumas sílabas (conforme a figura) em folha de sulfite recorte no meio formando duas colunas com sílabas variadas e grampeie para poder folhear cada uma e cole sobre outro tipo de papel colorido. A criança vai observar as possibilidades existentes para formar palavras com duas ou três sílabas.


FONTES UTILIZADAS:
www.reab.me
http://www.playathomemomllc.com/

Idéias e Projetos Pedagógicos:
www.facebook.com/pages/Ideias-e-Projetos-Pedagógicos/2060989961519

Fonoaudióloga Fabiana Arão:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100007671796464&ref=ts&fref=ts

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

FONOAUDIOLOGIA: Programa Saúde na Escola - PSE

Uma nova abordagem que vem crescendo nos últimos tempos na área da fonoaudiologia, que é a atuação nas Políticas Públicas. Dentre elas, ressalto o Programa Saúde na Escola, que faz parte dos Programas desenvolvidos juntamente com os outros profissionais que fazem parte do NASF e PSF.
Imagem: internet



2.1.2. Programa Saúde na Escola - PSE
         
        O Programa Saúde na Escola foi instituído em por meio do Decreto Presidencial  nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, representando uma política intersetorial e de integração entre os Ministérios da Saúde e da Educação. 
         O programa visa garantir a atenção integral à saúde de crianças e adolescentes do ensino básico. As ações desenvolvidas nas escolas são realizadas pelas equipes de saúde da família de forma integrada com os profissionais da educação, devendo englobar a promoção, a prevenção e a assistência à saúde.
         Segundo a legislação específica, os Ministérios envolvidos apoiam a execução do PSE por meio de repasse financeiro anual, além de aquisição e distribuição de materiais e equipamentos clínicos para a realização das ações.
          Uma das ações citadas pelo Decreto nº 6.286/2007 é a avaliação da audição, o que corresponde, no âmbito escolar, à triagem auditiva. Essa ação, desenvolvida por um fonoaudiólogo, representa uma estratégia relevante ao estudante, uma vez que alterações auditivas trazem conseqüências para o desenvolvimento global desse aluno, incluindo o processo de alfabetização e aprendizagem.
          Outra contribuição do fonoaudiólogo que faz parte da equipe do PSE é trocar conhecimentos com a equipe escolar: professores, pais, escolares e demais profissionais das instituições educacionais, fazendo com que este público amplie o conhecimento a respeito da promoção e prevenção à saúde e identificação das dificuldades relacionadas à comunicação humana. O fonoaudiólogo pode contribuir no projeto pedagógico da escola, visando um melhor desempenho do escolar.
        O profissional da educação capacitado passa a ter outro olhar e conduta com relação aos alunos com baixo desempenho escolar, com dificuldades de leitura e escrita, alterações da comunicação oral (gagueira, atraso no desenvolvimento da fala e linguagem, entre outros), da voz (rouquidão, entre outros) e da motricidade orofacial, podendo promover campanhas educativas como, por exemplo, aquelas voltadas à importância de um ambiente silencioso em sala de aula.
          Atualmente, o programa prevê apenas a atuação fonoaudiológica com os alunos deficientes auditivos. Assim, recomenda-se a inserção do fonoaudiólogo no projeto pedagógico da escola, a fi m de também contribuir para a definição de diretrizes voltadas à linguagem oral e escrita dos discentes, sobretudo para aqueles com necessidades especiais, colaborando para o melhor desempenho escolar.
           Os municípios que não possuem NASF e PSE devem atuar em instituições educacionais, por meio de ações intersetoriais.


Mais informações no site:



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

GUIA PRÁTICO DE CONSULTA RÁPIDA CID-10 PELO FONOAUDIÓLOGO

GUIA PRÁTICO DE CONSULTA RÁPIDA DA CID-10 PELO FONOAUDIÓLOGO 

Para elaboração de Relatório Fonoaudiológico Escolar abaixo tem alguns termos que selecionei, usados para especificar as dificuldades escolares.

F80 Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem
• Transtornos nos quais as modalidades normais de aquisição da linguagem estão comprometidos desde os primeiros estádios do desenvolvimento. Não são diretamente atribuíveis a anomalias neurológicas, anomalias anatômicas do aparelho fonador, comprometimentos sensoriais, retardo mental ou a fatores ambientais. Os transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem se acompanham com freqüência de problemas associados, tais como dificuldades da leitura e da soletração, perturbação das relações interpessoais, transtornos emocionais e transtornos comportamentais.

F80.0 Transtorno específico da articulação da fala
• Transtorno específico do desenvolvimento na qual a utilização dos fonemas pela criança é inferior ao nível correspondente à sua idade mental, mas no qual o nível de aptidão lingüística é normal.
• Dislalia
• Lalação
Transtorno (do):
•desenvolvimento (da):
•articulação (da fala)
•de comunicação fonológica
•funcional de articulação da fala
Exclui:
• comprometimento da articulação (da fala) (associada) (devida a) (um) (uma):
• afasia SOE (R47.0)
• apraxia (R48.2)
• perda de audição (H90-H91)
• retardo mental (F70-F79)
• transtorno do desenvolvimento da linguagem:
• expressivo (F80.1)
• receptivo (F80.2)

F80.1 Transtorno expressivo de linguagem
• Transtorno específico do desenvolvimento no qual as capacidades da criança de utilizar a linguagem oral são nitidamente inferiores ao nível correspondente à sua idade mental, mas no qual a compreensão da linguagem se situa nos limites normais. O transtorno pode se acompanhar de uma perturbação da articulação.
• Disfasia ou afasia de desenvolvimento do tipo expressivo
Exclui:
• afasia adquirida com epilepsia [Landau-Kleffner] (F80.3)
disfasia ou afasia (de):
•SOE (R47.0)
•desenvolvimento do tipo receptivo (F80.2)
• mutismo eletivo (F94.0)12 
• retardo mental (F70-F79)
• transtorno global do desenvolvimento (F84.-)

F80.2 Transtorno receptivo da linguagem
• Transtorno específico do desenvolvimento no qual a capacidade de compreensão da linguagem pela criança está abaixo do nível correspondente à sua idade mental. Em quase todos os casos, a linguagem expressiva estará também marcadamente prejudicada e são comuns anormalidades na articulação.
• Agnosia auditiva congênita
• Surdez verbal
Transtorno de desenvolvimento (do tipo):
• afasia de Wernicke
• afasia ou disfasia de compreensão (receptiva)
Exclui:
• afasia adquirida com epilepsia [Landau-Kleffner] (F80.3)
• autismo (F84.0-F84.1)
• disfasia e afasia SOE (R47.0)
• mutismo eletivo (F94.0)
retardo (de):
• aquisição de linguagem devido à surdez (H90-H91)
• mental (F70-F79)

F81 Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares
• Transtornos nos quais as modalidades habituais de aprendizado estão alteradas desde as primeiras etapas do desenvolvimento. O comprometimento não é somente a conseqüência da falta de oportunidade de aprendizagem ou de um retardo mental, e ele não é devido a um traumatismo ou doença cerebrais.

F81.0 Transtorno específico de leitura 
• A característica essencial é um comprometimento específico e significativo do desenvolvimento das habilidades da leitura, não atribuível exclusivamente à idade mental, a transtornos de acuidade visual ou escolarização inadequada. A capacidade de compreensão da leitura, o reconhecimento das palavras, a leitura oral, e o desempenho de tarefas que necessitam da leitura podem estar todas comprometidas. O transtorno específico da leitura se acompanha freqüentemente de dificuldades de soletração, persistindo comumente na adolescência, mesmo quando a criança haja feito alguns progressos na leitura. As crianças 
que apresentam um transtorno específico da leitura têm freqüentemente antecedentes de transtornos da fala ou de linguagem. O transtorno se acompanha comumente de transtorno emocional e de transtorno do comportamento durante a escolarização.
• Dislexia de desenvolvimento
• Leitura especular
• Retardo específico da leitura
Exclui:
• alexia SOE (R48.0)
• dificuldades de leitura secundárias a transtornos emocionais (F93)
• dislexia SOE (R48.0)

F81.1 Transtorno específico da soletração
• A característica essencial é uma alteração específica e significativa do desenvolvimento da habilidade para soletrar, na ausência de antecedentes de um transtorno específico de leitura, e não atribuível à baixa idade mental, transtornos de acuidade visual ou escolarização inadequada. A capacidade de soletrar oralmente e a capacidade de escrever corretamente as palavras estão ambas afetadas.
• Retardo específico da soletração (sem transtorno da leitura)
Exclui:
• agrafia SOE (R48.8)
• dificuldades de soletração:
• associadas a transtorno da leitura (F81.0)
• devidas a ensino inadequado (Z55.8)

F81.3 Transtorno misto de habilidades escolares
• Categoria residual mal definida de transtornos nos quais existe tanto uma alteração significativa do cálculo quanto da leitura ou da ortografia, não atribuíveis exclusivamente a retardo mental global ou à escolarização inadequada. Deve ser utilizada para transtornos que satisfazem aos critérios tanto de F81.2 quanto aos de F81.0 ou F81.1.
Exclui:
transtorno específico (de) (das):
•leitura (F81.0)
•habilidades aritméticas (F81.2)
•soletração (F81.1)

F81.8 Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares
• Transtorno de desenvolvimento da expressão escrita

F81.9 Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares 
Incapacidade (de):
• aprendizagem SOE
• aquisição de conhecimentos SOE

F82 Transtorno específico do desenvolvimento motor
• A característica essencial é um comprometimento grave do desenvolvimento da coordenação motora, não atribuível exclusivamente a um retardo mental global ou a uma afecção neurológica específica, congênita ou adquirida. Na maioria dos casos, um exame clínico detalhado permite sempre evidenciar sinais que evidenciam imaturidade acentuada do desenvolvimento neurológico, por exemplo movimentos coreiformes dos membros, sincinesias e outros sinais motores associados; assim como perturbações da coordenação motora fina e grosseira.
• Debilidade motora da criança
• Síndrome da “criança desajeitada”
Transtorno (da) (do):
•aquisição da coordenação
•desenvolvimento do tipo dispraxia
Exclui:
• anomalias da marcha e da mobilidade (R26.-)
• falta de coordenação (R27.-)
• secundária a retardo mental (F70-F79)

Mais informações no site: 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O QUE FAZER PARA A CRIANÇA NÃO APRESENTAR DIFICULDADES NA ALFABETIZAÇÃO?

O QUE FAZER PARA A CRIANÇA NÃO APRESENTAR DIFICULDADES NA ALFABETIZAÇÃO? 

Nós profissionais da área da Educação sabemos o quão difícil é trabalhar com crianças quando estas apresentam dificuldades para conseguir memorizar ou reter a informação visual e/ou auditiva, fatores cruciais para o início e desenvolvimento da alfabetização. 
Muitas vezes este é um trabalho árduo, requer dedicação e paciência. Sempre enfatizo que o trabalho deve ser realizado em equipe, que por sua vez, engloba a Escola, os profissionais (Fonoaudiólogo, professor particular, Psicopedagogo) e a Família. 
A Escola realiza o trabalho de base nas séries inicias da alfabetização. Uma criança advinda de uma má-alfabetização, vai carregar consigo trocas e alguns tipos de erros que seguirão com ela no decorrer dos outros anos. Por isso, torna-se fundamental que a família reforce esse trabalho também em casa.
Acrescento aqui, que nosso trabalho deve partir primeiramente das VOGAIS, em seguida para as demais letras, conforme a criança consiga ir evoluindo. O trabalho fonoaudiológico, por sua vez, enfoca não somente o nome das letras, mas também o som que cada letra possui foneticamente. A escrita envolve funções como a memória visual - auditivo, a coordenação motora e a função cognitiva .

ATIVIDADES PARA AJUDAR NO APRENDIZADO DA ESCRITA

Abaixo temos algumas dicas para um trabalho de estimulação sensorial motora para iniciar com as crianças em casa desde cedo.

1 - Use uma tampa de caixa de sapato ou de presente com aproximadamente 1 pacote ou mais de sal (você pode usar corante para colorir o sal) ou areia: Recurso para estimulação sensorial, coordenação motora e memória visual. (Sugestão do site jen-peacefulparenting)

    

2 - Letras em EVA: com os olhos fechados a criança pegará uma letrinha dentro de uma caixa e terá que descobrir qual é, apenas pelo tato. (Inicie primeiramente com as vogais).




3 - Fazer letras com massinha de modelar: a própria criança fará suas letrinhas.
Utilize um molde com a letra escrita no papel. Fale o nome da letra e o som que ela faz.




4 - Fazer as letrinhas com arame revestido.



Fontes:http://www.reab.me/10-ideias-de-recursos-e-atividades-com-materiais-do-cotidiano/
http://www.ebc.com.br/infantil/paraeducadores/galeria/imagens/2013/01/sugestoes-de-brincadeiras-para-ensinar-letras-e

segunda-feira, 28 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

AS TROCAS DE ESCRITA DO ALUNO


No início ou durante o processo de alfabetização, o aluno poderá apresentar trocas transitórias em sua escrita, algumas consideradas comuns, tais como, “m” no lugar de “n”; escreve: “caza”, ao invés de “casa”, "paceio" ao invés de "passeio","májico" ao invés de "mágico", entre outros, pois o mesmo ainda não se apropriou das regras da gramática. 

Porém, se o professor observar a ocorrência das trocas surdo/sonoro na escrita do aluno (conforme o quadro abaixo), o ideal é encaminhá-lo, o quanto antes para Avaliação Fonoaudiológica. 
Este quadro representa os tipos de trocas que a Fonoaudióloga irá trabalhar com a criança. 
 As trocas fonológicas do tipo surdo-sonoro quando não trabalhadas logo no início, a tendência é que elas se tornem persistentes, pois quanto mais tarde diagnosticadas, mais difícil torna-se o trabalho fonoaudiológico.

Obs: Vale lembrar que estas trocas podem ocorrer também na fala, podendo a criança estar apoiando na oralidade na hora de escrever. Nesse caso, deverá ser trabalhado a fala e a escrita juntos. Contudo, às vezes, as trocas acontecem apenas na escrita, sem que esteja ocorrendo alteração na fala.
 Fonoaudióloga Educacional e Clínica  
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terça-feira, 15 de julho de 2014

PAPEL DO PROFESSOR X PAPEL DO FONOAUDIÓLOGO

Dentro do processo e desenvolvimento da linguagem escrita do aluno, o professor pode encontrar dificuldades para distinguir algumas alterações, e, se, em alguns, seria o caso de encaminhar para terapia fonoaudiológica ou não.

Abaixo temos um quadro demonstrativo para melhor visualizarmos estas ocorrências:



** Tabela com base na literatura de apoio e na minha experiência Clínica

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Qual Seria o Papel do Fonoaudiólogo Escolar ?

Um fonoaudiólogo escolar, embora não trabalhe com terapia fonoaudiológica dentro da escola, ele pode:

 - Orientar professores e a equipe pedagógica;
- Orientar pais;
- Realizar triagem para dete
ctar alunos que estão apresentando alterações tanto na fala quanto na escrita;
- Detectar possíveis alterações auditivas que estejam comprometendo o aluno e o seu aprendizado.
- Realizar encaminhamento para terapia fonoaudiológica para aqueles alunos que precisam de atendimento.



Por isso, cada vez mais o Fonoaudiólogo se torna fundamental e necessário na equipe pedagógica dentro do ambiente escolar.


Imagens:Net
                            
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Trocas de letras na Escrita e/ou na leitura Oral x Fonoaudiologia

As trocas de letras na escrita e/ou na leitura oral podem ser observadas no início do processo de alfabetização. Até o segundo ano de exposição à leitura e à escrita a criança está se apropriando de um novo código para se comunicar graficamente. Portanto, pais e professores não devem se preocupar com as trocas que ocorrem como por exemplo: escrever jirafa em vez de “girafa”; “macinha” ao invés de massinha. As trocas que não modificam o “som” do vocábulo não devem ser supervalorizadas no início da alfabetização.


É importante, porém, que se caracterize o que deve ser considerado preocupante no desenvolvimento da leitura e escrita.

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Se a criança apresenta trocas na fala e essas trocas são transferidas para a escrita, é urgente que o tratamento fonoaudiológico se inicie, pois, a habilidade de falar corretamente deve estar estabelecida até por volta dos 5 anos de idade. Trocas eventuais em palavras que não fazem parte do vocabulário da criança, podem ocorrer, mas a partir do momento que a criança integrou o vocábulo, não deve escrevê-lo de forma incorreta.

Muitas vezes observamos que a dificuldade de escrever sem trocas está relacionada à falhas na discriminação auditiva. Ou seja, fonemas que são “parecidos acusticamente” (/p/ e /b/; /t/ e /d/; /f/ e /v/; /s/ e /z/; /x/ e /j/ /q/ e /g/ ou /c/ e /g/ entre outros) podem soar iguais para a criança que ainda não desenvolveu totalmente a habilidade de discriminação auditiva. No momento, então, da escrita podem ocorrer trocas do tipo: fazenta em vez de “fazenda”; xanela em vez de “janela”; guaresma em vez de “quaresma”; divícil em vez de “difícil”.

Esse tipo de troca pode acontecer porque a criança no momento da escrita não consegue perceber qual letra representa o som que está ouvindo. Se essa dificuldade persiste ao longo do segundo ano é necessário que a criança seja avaliada em fonoaudiologia, para que se detectem quais as alterações e inabilidades que levam a isso. Faz-se necessário que o tratamento fonoaudiológico seja iniciado tão logo seja possível para que a criança supere o mais rápido essas dificuldades.

Crianças que têm histórico de otites na primeira infância, podem não ter desenvolvido plenamente a atenção e a discriminação. A audição é o canal sensorial mais importante para que a criança possa aprimorar a atenção auditiva, a discriminação, a memória, a análise e a síntese auditiva. 

Essas habilidades são essenciais no desempenho e na apropriação da leitura e escrita. Crianças que foram pouco estimuladas na primeira infância, ou seja: por doenças e internações frequentes, por situações que não permitem a exploração do ambiente, ou convivência somente com adultos ou pessoas que falam pouco com a criança, também podem apresentar dificuldade em desenvolver a leitura e a escrita.

Expor a criança a ambientes de leitura e de escrita por mais simples que sejam, é muito importante para que ela possa experienciar o novo código gráfico que utilizará ao longo da vida. Jogos e brincadeiras que exploram a atenção e o interesse da criança para esse aprendizado farão com que ela se ambiente e familiarize com as formas, letras e números ampliando seu universo, expandindo tanto a atenção e memória auditiva quanto a visual.

O tratamento fonoaudiológico irá refinar a discriminação auditiva e ao mesmo tempo melhorar a associação do som com a letra fazendo com que a criança fixe e automatize corretamente os variados sons da língua e a transposição para o código gráfico. Estimular a criança a ler e a escrever mesmo que seja com erros é o principal passo para que ela se desiniba e queira superar as suas dificuldades.

Publicado em 19/11/2013
Imagem:Net

segunda-feira, 30 de junho de 2014

QUADRO FONÉTICO (Ponto e Modo Articulatório)

Classificação dos sons da fala: Consoantes

As consoantes constituem diversas categorias, entre elas: surdas ou sonoras; orais ou nasais; oclusivas ou fricativas (etc); mas são melhor descritas a partir da especificação de seus pontos  e modos de articulação.
Os pontos de articulação mais significativos (no Português) são os lábios, os dentes, os alvéolos e o palato. As categorias de modo de articulação são oclusivas, fricativas, nasais, líquidas e semi-consoantes.



Oclusivas
São produzidas pelo bloqueio da pressão do ar em algum ponto do trato vocal que a seguir é desfeito. Este ar pode ser bloqueado pela pressão dos lábios unidos ou pela pressão da língua contra os alvéolos ou palato.

Podemos produzir oclusivas (ou também conhecidas como plosivas) com lábios (bilabiais), dentes (linguodentais) ou véu (linguopalatais).
Vejamos alguns exemplos de oclusivas orais:
  • Bilabiais: /p/, / b/
  • Linguodentais: /t/, /d/
  • Linguopalatais: /k/, /g/
As consoantes nasais são produzidas pelo deslocamento do véu da parede posterior da faringe permitindo a saída do ar que foi bloqueado em algum ponto da cavidade bucal. Essa obstrução pode-se dar em 3 pontos articulatórios também, e são consideradas consoantes oclusivas.

Vejamos alguns exemplos de oclusivas nasais:
  • Bilabiais: /m/
  • Linguodentais: /n/
  • Linguopalatais: /ƞ/
Fricativas
São produzidas pela constrição da corrente aérea em algum ponto do trato vocal, determinando uma grande turbulência e produção de sons de alta frequência. Elas diferem pelo ponto de articulação; podem ser produzidas por estreitamentos feitos entre os lábios e os dentes (labiodentais) entre a língua e os alvéolos (línguo-alveolares) ou entre a língua e o palato (linguopalatais).

Vejamos alguns exemplos de fricativas:
  • Labiodentais: /f/, /v/
  • Línguo-alveolares: /s/, /z/
  • Linguopalatais: /ʃ/, /Ʒ/
Líquidas
Enquanto as consoantes citadas anteriormente receberam suas denominações em decorrência de sua produção articulatória, as líquidas não seguem esse critério. Elas compreendem as laterais e as vibrantes.

As laterais se distinguem pela obstrução da corrente expiratória em um ponto central e esse fato permite sua passagem pelas regiões laterais. A obstrução é feita com a ponta da língua tocando a região alveolar (línguo-alveolar) ou a ampliação dessa área de contato atingindo quase toda região anterior do palato (linguopalatal). Outra característica dessa produção é a concavidade e distensionamento da língua (mais acentuadas nas línguo-alveolares).
Vejamos alguns exemplos de Líquidas laterais:
  • Línguo-alveolares: /l/
  • Linguopalatais: /ʎ/
São chamados de vibrantes os sons que se produzem quando um órgão elástico e tenso executa um olu vários movimentos rápidos. distinguem-se também pelo ponto em que esta vibração se dá, podendo ocorrer na região alveolar (línguo-alveolar) ou velar (uvulares).
Vejamos alguns exemplos de Líquidas vibrantes:
  • Línguo-alveolares: /r/
  • Velar: /R/
     
Bibliografia

Spinelli VP, Massari IC, Trenche MCB. Temas em Fonoaudiologia. 9ª ed.
São Paulo: Loyola; 1989. Cap. Distúrbios Articulatórios.

Este texto é de autoria da Fonoaudióloga Erica Sitta e se encontra na página abaixo:

Montei o Quadro Fonético para facilitar a Visualização.


terça-feira, 27 de maio de 2014

O QUE É MÉTODO FÔNICO ?

        O método fônico é um método de alfabetização que parte do princípio no qual a criança aprende  os sons de cada letra, denominado  fonemas
    Semelhante a este método, o Método das Boquinhas foi desenvolvido pela Fonoaudióloga Renata Jardini conhecido também por Método Fonovisuoarticulatório, que utiliza para o processo de aprendizagem da leitura e da escrita os 3 itens a seguir:

  • Som da letra (fonema)
  • Nome da letra (grafema)
  • Articulação (articulema/ foto da boquinha)

        Particularmente para o meu trabalho fonoaudiológico com crianças que apresentam Distúrbios de Aprendizagem da Leitura/ Escrita, esse método tem trazido importantes resultados para a evolução terapêutica  e consequentemente para o sucesso do desenvolvimento da leitura/escrita.



Referências: http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_f%C3%B4nico
                          http://www.metododasboquinhas.com.br/FundamentacaoTeorica.aspx

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ASSESSORIA FONOAUDIOLÓGICA EDUCACIONAL

Trabalhamos com Assessoria na Área da Educação com:

- Cursos e Palestras 
*Enfoque no Método Fônico (conhecido como Método das Boquinhas/ Renata Jardini) para os Distúrbios de Leitura e Escrita;                                                         

- Orientação para Professores (Ensino Infantil e Fundamental)
 *Estratégias para alfabetização e para os Distúrbios de Leitura e Escrita;

- Projetos para Centros Infantis e Escolas                       
**Trabalho para retirada dos hábitos de chupeta e mamadeira dentro das creches.
** Trabalho de Conscientização Vocal para professores.

- Supervisão Clínica para alunos recém-formados em Fonoaudiologia
*Grupo de estudos.

- Terapia Fonoaudiológica:
* Alterações de Fala;
* Estimulação de Linguagem;
* Dificuldades de Aprendizagem (Distúrbios de Leitura/ Escrita)

Qualquer dúvida entre em contato:
e-mail: fonoeducar@hotmail.com
            cintiafono@hotmail.com
                     Maringá/PR




** Fonte das imagens: internet

Atendimento Fonoaudiológico Especializado