sexta-feira, 12 de setembro de 2014

FONOAUDIOLOGIA: Programa Saúde na Escola - PSE

Uma nova abordagem que vem crescendo nos últimos tempos na área da fonoaudiologia, que é a atuação nas Políticas Públicas. Dentre elas, ressalto o Programa Saúde na Escola, que faz parte dos Programas desenvolvidos juntamente com os outros profissionais que fazem parte do NASF e PSF.
Imagem: internet



2.1.2. Programa Saúde na Escola - PSE
         
        O Programa Saúde na Escola foi instituído em por meio do Decreto Presidencial  nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, representando uma política intersetorial e de integração entre os Ministérios da Saúde e da Educação. 
         O programa visa garantir a atenção integral à saúde de crianças e adolescentes do ensino básico. As ações desenvolvidas nas escolas são realizadas pelas equipes de saúde da família de forma integrada com os profissionais da educação, devendo englobar a promoção, a prevenção e a assistência à saúde.
         Segundo a legislação específica, os Ministérios envolvidos apoiam a execução do PSE por meio de repasse financeiro anual, além de aquisição e distribuição de materiais e equipamentos clínicos para a realização das ações.
          Uma das ações citadas pelo Decreto nº 6.286/2007 é a avaliação da audição, o que corresponde, no âmbito escolar, à triagem auditiva. Essa ação, desenvolvida por um fonoaudiólogo, representa uma estratégia relevante ao estudante, uma vez que alterações auditivas trazem conseqüências para o desenvolvimento global desse aluno, incluindo o processo de alfabetização e aprendizagem.
          Outra contribuição do fonoaudiólogo que faz parte da equipe do PSE é trocar conhecimentos com a equipe escolar: professores, pais, escolares e demais profissionais das instituições educacionais, fazendo com que este público amplie o conhecimento a respeito da promoção e prevenção à saúde e identificação das dificuldades relacionadas à comunicação humana. O fonoaudiólogo pode contribuir no projeto pedagógico da escola, visando um melhor desempenho do escolar.
        O profissional da educação capacitado passa a ter outro olhar e conduta com relação aos alunos com baixo desempenho escolar, com dificuldades de leitura e escrita, alterações da comunicação oral (gagueira, atraso no desenvolvimento da fala e linguagem, entre outros), da voz (rouquidão, entre outros) e da motricidade orofacial, podendo promover campanhas educativas como, por exemplo, aquelas voltadas à importância de um ambiente silencioso em sala de aula.
          Atualmente, o programa prevê apenas a atuação fonoaudiológica com os alunos deficientes auditivos. Assim, recomenda-se a inserção do fonoaudiólogo no projeto pedagógico da escola, a fi m de também contribuir para a definição de diretrizes voltadas à linguagem oral e escrita dos discentes, sobretudo para aqueles com necessidades especiais, colaborando para o melhor desempenho escolar.
           Os municípios que não possuem NASF e PSE devem atuar em instituições educacionais, por meio de ações intersetoriais.


Mais informações no site:



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

GUIA PRÁTICO DE CONSULTA RÁPIDA CID-10 PELO FONOAUDIÓLOGO

GUIA PRÁTICO DE CONSULTA RÁPIDA DA CID-10 PELO FONOAUDIÓLOGO 

Para elaboração de Relatório Fonoaudiológico Escolar abaixo tem alguns termos que selecionei, usados para especificar as dificuldades escolares.

F80 Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem
• Transtornos nos quais as modalidades normais de aquisição da linguagem estão comprometidos desde os primeiros estádios do desenvolvimento. Não são diretamente atribuíveis a anomalias neurológicas, anomalias anatômicas do aparelho fonador, comprometimentos sensoriais, retardo mental ou a fatores ambientais. Os transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem se acompanham com freqüência de problemas associados, tais como dificuldades da leitura e da soletração, perturbação das relações interpessoais, transtornos emocionais e transtornos comportamentais.

F80.0 Transtorno específico da articulação da fala
• Transtorno específico do desenvolvimento na qual a utilização dos fonemas pela criança é inferior ao nível correspondente à sua idade mental, mas no qual o nível de aptidão lingüística é normal.
• Dislalia
• Lalação
Transtorno (do):
•desenvolvimento (da):
•articulação (da fala)
•de comunicação fonológica
•funcional de articulação da fala
Exclui:
• comprometimento da articulação (da fala) (associada) (devida a) (um) (uma):
• afasia SOE (R47.0)
• apraxia (R48.2)
• perda de audição (H90-H91)
• retardo mental (F70-F79)
• transtorno do desenvolvimento da linguagem:
• expressivo (F80.1)
• receptivo (F80.2)

F80.1 Transtorno expressivo de linguagem
• Transtorno específico do desenvolvimento no qual as capacidades da criança de utilizar a linguagem oral são nitidamente inferiores ao nível correspondente à sua idade mental, mas no qual a compreensão da linguagem se situa nos limites normais. O transtorno pode se acompanhar de uma perturbação da articulação.
• Disfasia ou afasia de desenvolvimento do tipo expressivo
Exclui:
• afasia adquirida com epilepsia [Landau-Kleffner] (F80.3)
disfasia ou afasia (de):
•SOE (R47.0)
•desenvolvimento do tipo receptivo (F80.2)
• mutismo eletivo (F94.0)12 
• retardo mental (F70-F79)
• transtorno global do desenvolvimento (F84.-)

F80.2 Transtorno receptivo da linguagem
• Transtorno específico do desenvolvimento no qual a capacidade de compreensão da linguagem pela criança está abaixo do nível correspondente à sua idade mental. Em quase todos os casos, a linguagem expressiva estará também marcadamente prejudicada e são comuns anormalidades na articulação.
• Agnosia auditiva congênita
• Surdez verbal
Transtorno de desenvolvimento (do tipo):
• afasia de Wernicke
• afasia ou disfasia de compreensão (receptiva)
Exclui:
• afasia adquirida com epilepsia [Landau-Kleffner] (F80.3)
• autismo (F84.0-F84.1)
• disfasia e afasia SOE (R47.0)
• mutismo eletivo (F94.0)
retardo (de):
• aquisição de linguagem devido à surdez (H90-H91)
• mental (F70-F79)

F81 Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares
• Transtornos nos quais as modalidades habituais de aprendizado estão alteradas desde as primeiras etapas do desenvolvimento. O comprometimento não é somente a conseqüência da falta de oportunidade de aprendizagem ou de um retardo mental, e ele não é devido a um traumatismo ou doença cerebrais.

F81.0 Transtorno específico de leitura 
• A característica essencial é um comprometimento específico e significativo do desenvolvimento das habilidades da leitura, não atribuível exclusivamente à idade mental, a transtornos de acuidade visual ou escolarização inadequada. A capacidade de compreensão da leitura, o reconhecimento das palavras, a leitura oral, e o desempenho de tarefas que necessitam da leitura podem estar todas comprometidas. O transtorno específico da leitura se acompanha freqüentemente de dificuldades de soletração, persistindo comumente na adolescência, mesmo quando a criança haja feito alguns progressos na leitura. As crianças 
que apresentam um transtorno específico da leitura têm freqüentemente antecedentes de transtornos da fala ou de linguagem. O transtorno se acompanha comumente de transtorno emocional e de transtorno do comportamento durante a escolarização.
• Dislexia de desenvolvimento
• Leitura especular
• Retardo específico da leitura
Exclui:
• alexia SOE (R48.0)
• dificuldades de leitura secundárias a transtornos emocionais (F93)
• dislexia SOE (R48.0)

F81.1 Transtorno específico da soletração
• A característica essencial é uma alteração específica e significativa do desenvolvimento da habilidade para soletrar, na ausência de antecedentes de um transtorno específico de leitura, e não atribuível à baixa idade mental, transtornos de acuidade visual ou escolarização inadequada. A capacidade de soletrar oralmente e a capacidade de escrever corretamente as palavras estão ambas afetadas.
• Retardo específico da soletração (sem transtorno da leitura)
Exclui:
• agrafia SOE (R48.8)
• dificuldades de soletração:
• associadas a transtorno da leitura (F81.0)
• devidas a ensino inadequado (Z55.8)

F81.3 Transtorno misto de habilidades escolares
• Categoria residual mal definida de transtornos nos quais existe tanto uma alteração significativa do cálculo quanto da leitura ou da ortografia, não atribuíveis exclusivamente a retardo mental global ou à escolarização inadequada. Deve ser utilizada para transtornos que satisfazem aos critérios tanto de F81.2 quanto aos de F81.0 ou F81.1.
Exclui:
transtorno específico (de) (das):
•leitura (F81.0)
•habilidades aritméticas (F81.2)
•soletração (F81.1)

F81.8 Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares
• Transtorno de desenvolvimento da expressão escrita

F81.9 Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares 
Incapacidade (de):
• aprendizagem SOE
• aquisição de conhecimentos SOE

F82 Transtorno específico do desenvolvimento motor
• A característica essencial é um comprometimento grave do desenvolvimento da coordenação motora, não atribuível exclusivamente a um retardo mental global ou a uma afecção neurológica específica, congênita ou adquirida. Na maioria dos casos, um exame clínico detalhado permite sempre evidenciar sinais que evidenciam imaturidade acentuada do desenvolvimento neurológico, por exemplo movimentos coreiformes dos membros, sincinesias e outros sinais motores associados; assim como perturbações da coordenação motora fina e grosseira.
• Debilidade motora da criança
• Síndrome da “criança desajeitada”
Transtorno (da) (do):
•aquisição da coordenação
•desenvolvimento do tipo dispraxia
Exclui:
• anomalias da marcha e da mobilidade (R26.-)
• falta de coordenação (R27.-)
• secundária a retardo mental (F70-F79)

Mais informações no site: 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O QUE FAZER PARA A CRIANÇA NÃO APRESENTAR DIFICULDADES NA ALFABETIZAÇÃO?

O QUE FAZER PARA A CRIANÇA NÃO APRESENTAR DIFICULDADES NA ALFABETIZAÇÃO? 

Nós profissionais da área da Educação sabemos o quão difícil é trabalhar com crianças quando estas apresentam dificuldades para conseguir memorizar ou reter a informação visual e/ou auditiva, fatores cruciais para o início e desenvolvimento da alfabetização. 
Muitas vezes este é um trabalho árduo, requer dedicação e paciência. Sempre enfatizo que o trabalho deve ser realizado em equipe, que por sua vez, engloba a Escola, os profissionais (Fonoaudiólogo, professor particular, Psicopedagogo) e a Família. 
A Escola realiza o trabalho de base nas séries inicias da alfabetização. Uma criança advinda de uma má-alfabetização, vai carregar consigo trocas e alguns tipos de erros que seguirão com ela no decorrer dos outros anos. Por isso, torna-se fundamental que a família reforce esse trabalho também em casa.
Acrescento aqui, que nosso trabalho deve partir primeiramente das VOGAIS, em seguida para as demais letras, conforme a criança consiga ir evoluindo. O trabalho fonoaudiológico, por sua vez, enfoca não somente o nome das letras, mas também o som que cada letra possui foneticamente. A escrita envolve funções como a memória visual - auditivo, a coordenação motora e a função cognitiva .

ATIVIDADES PARA AJUDAR NO APRENDIZADO DA ESCRITA

Abaixo temos algumas dicas para um trabalho de estimulação sensorial motora para iniciar com as crianças em casa desde cedo.

1 - Use uma tampa de caixa de sapato ou de presente com aproximadamente 1 pacote ou mais de sal (você pode usar corante para colorir o sal) ou areia: Recurso para estimulação sensorial, coordenação motora e memória visual. (Sugestão do site jen-peacefulparenting)

    

2 - Letras em EVA: com os olhos fechados a criança pegará uma letrinha dentro de uma caixa e terá que descobrir qual é, apenas pelo tato. (Inicie primeiramente com as vogais).




3 - Fazer letras com massinha de modelar: a própria criança fará suas letrinhas.
Utilize um molde com a letra escrita no papel. Fale o nome da letra e o som que ela faz.




4 - Fazer as letrinhas com arame revestido.



Fontes:http://www.reab.me/10-ideias-de-recursos-e-atividades-com-materiais-do-cotidiano/
http://www.ebc.com.br/infantil/paraeducadores/galeria/imagens/2013/01/sugestoes-de-brincadeiras-para-ensinar-letras-e

segunda-feira, 28 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

AS TROCAS DE ESCRITA DO ALUNO


No início ou durante o processo de alfabetização, o aluno poderá apresentar trocas transitórias em sua escrita, algumas consideradas comuns, tais como, “m” no lugar de “n”; escreve: “caza”, ao invés de “casa”, "paceio" ao invés de "passeio","májico" ao invés de "mágico", entre outros, pois o mesmo ainda não se apropriou das regras da gramática. 

Porém, se o professor observar a ocorrência das trocas surdo/sonoro na escrita do aluno (conforme o quadro abaixo), o ideal é encaminhá-lo, o quanto antes para Avaliação Fonoaudiológica. 
Este quadro representa os tipos de trocas que a Fonoaudióloga irá trabalhar com a criança. 
 As trocas fonológicas do tipo surdo-sonoro quando não trabalhadas logo no início, a tendência é que elas se tornem persistentes, pois quanto mais tarde diagnosticadas, mais difícil torna-se o trabalho fonoaudiológico.

Obs: Vale lembrar que estas trocas podem ocorrer também na fala, podendo a criança estar apoiando na oralidade na hora de escrever. Nesse caso, deverá ser trabalhado a fala e a escrita juntos. Contudo, às vezes, as trocas acontecem apenas na escrita, sem que esteja ocorrendo alteração na fala.
 Fonoaudióloga Educacional e Clínica  
 www.facebook.com/fonoeducar

terça-feira, 15 de julho de 2014

PAPEL DO PROFESSOR X PAPEL DO FONOAUDIÓLOGO

Dentro do processo e desenvolvimento da linguagem escrita do aluno, o professor pode encontrar dificuldades para distinguir algumas alterações, e, se, em alguns, seria o caso de encaminhar para terapia fonoaudiológica ou não.

Abaixo temos um quadro demonstrativo para melhor visualizarmos estas ocorrências:



** Tabela com base na literatura de apoio e na minha experiência Clínica

                                                            fonoeducar@hotmail.com
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Qual Seria o Papel do Fonoaudiólogo Escolar ?

Um fonoaudiólogo escolar, embora não trabalhe com terapia fonoaudiológica dentro da escola, ele pode:

 - Orientar professores e a equipe pedagógica;
- Orientar pais;
- Realizar triagem para dete
ctar alunos que estão apresentando alterações tanto na fala quanto na escrita;
- Detectar possíveis alterações auditivas que estejam comprometendo o aluno e o seu aprendizado.
- Realizar encaminhamento para terapia fonoaudiológica para aqueles alunos que precisam de atendimento.



Por isso, cada vez mais o Fonoaudiólogo se torna fundamental e necessário na equipe pedagógica dentro do ambiente escolar.


Imagens:Net
                            
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Atendimento Fonoaudiológico Especializado